Como escolher o restaurante certo numa viagem de férias

Sair de férias é sempre muito bom, especialmente se você vai viajar. O descanso, um lugar agradável, seja no frio ou no calor, sair da cidade, tudo isso revigora qualquer um.

Parte da diversão de qualquer viagem de férias é comer fora. Mesmo que você opte por economizar, e resolva cozinhar num chalé ou apartamento, reservar os jantares ou ao menos um ou dois dias para ir a restaurantes é essencial.

 

Por que comer fora numa viagem de férias?

Antes de mais nada, porque é gostoso. Ser servido, poder conversar com quem você gosta, comer uma comida saborosa e se preocupar apenas em pagar é ótimo. Você relaxa, fica num ambiente agradável e ainda se diverte, além de provar comidas novas – que, com sorte, são boas.

Outra razão é a contribuição com o turismo local. Se você vai viajar, muito provavelmente o lugar de destino é turístico, seja praia, campo ou o que for. Já que é assim, o turismo é uma importante fonte de renda para a comunidade local – quando não a principal, ou mesmo a única.

Donos de restaurantes ou barracas de comida contam com os turistas para sobreviver. Já que está ali para descansar e aproveitar a natureza e outras atrações, por que não retribuir? Pagando uma refeição você garante que as pessoas consigam manter a infraestrutura que estão oferecendo, mantendo assim a cidade toda como atrativo.

 

Como saber quais restaurantes devo escolher?

Você pode ficar em dúvida quanto ao lugar certo para escolher, e ainda ficar receoso de pagar um preço muito mais alto do que o esperado.

Você deve seguir alguns passos para acertar na escolha, ou ao menos evitar um grande erro.

– Vá de acordo com o local e região. É interessante se informar, antes ou durante da viagem, a respeito da cidade onde está. Existem atividades de agropecuária? De pesca? Quais os principais produtos da região? As cidades vizinhas são fornecedoras de alguns alimentos? A cidade é famosa por algum ingrediente ou por um prato de especialidade? Se sim, escolha algum restaurante com base nisso.

Com esse pensamento, todos saem ganhando. A comida com certeza será fresca, já que os produtos são da região. Ela provavelmente será saborosa em qualquer restaurante, com poucas chances de erro, já que é tradição local. Também deverá ser mais barata, já que não há grandes custos – afinal, não há produtos incomuns ou inexistentes no local para comprar, armazenar e arriscar arcar com o prejuízo.

Por fim, você ajuda toda a região, pagando para todos do restaurante e ainda estimulando a atividade agropecuarista ou de pesca local.

– Pergunte por aí. Pode ser mais arriscado, mas perguntar para o dono ou gerente do hotel ou pousada pode ser bom. Estabelecimentos assim costumam fechar convênios com restaurantes e lanchonetes, com um priorizando a indicação do outro.

Pode ser arriscado, pois o convênio não necessariamente garante a qualidade do serviço – especialmente se as indicações forem feitas entre parentes. Ao mesmo tempo, indicar um restaurante ruim pode prejudicar muito a reputação da pousada ou do hotel, então eles costumam ser precavidos.

– Pesquise. Muitos sites, como TripAdvisor, estimulam que viajantes e turistas comentem suas experiências em restaurantes, avaliando a qualidade de atendimento e serviço. É uma boa ferramenta para ter uma noção geral dos lugares disponíveis, ou mesmo para tirar a dúvida entre dois restaurantes que lhe pareceram muito bons.

– Abra a sua cabeça. Esteja aberto para comer em lugares diferentes, e não apenas restaurantes super bonitos. Em muitos pontos turísticos, lugares simples podem esconder grandes talentos. Pode ser uma barraca de comida, ou mesmo a frente da casa de uma senhora que cozinha muito bem.

Experimente não julgar muito as coisas pela aparência. Lembre-se de que quando viajamos, estamos num lugar novo, com costumes diferentes. Pode ser que o que você considere feio seja o comum, ou mesmo o bonito do local.

Se você está num lugar afastado, como cachoeiras, chapadas, ou vilinhas em áreas de reservas, não hesite em procurar quem cozinha. É comum ter uma ou duas casas onde pratos são preparados para quem pede. Você pode até fechar horários e pratos para comer durante toda a sua estadia. Não tenha medo, pergunte! Interaja com a população local.

– Siga sua intuição. Às vezes muitas pessoas vão te indicar determinado local; ao pesquisar na internet, verá muitas avaliações excelentes. E, ainda assim, você sente que ali não é um lugar legal. Ora, por que não seguir isso?

Da mesma forma, um lugarzinho escondido pode chamar sua atenção sem muita razão. Seguir sua intuição aumenta as chances de uma experiência ser proveitosa. Afinal, alguma coisa já está te fazendo sentir muito bem ou muito mal em um lugar.

Você pode até tentar enxergar coisas boas ali, mas a sensação ruim dificilmente irá embora. Só não confunda intuição com preconceitos!

– Procure não se ater aos preços. Algumas pessoas se guiam apenas pelos custos, sejam pelos altos ou pelos baixos.

Se você é das pessoas que creem que um preço alto indica necessariamente qualidade alta, reveja esse parâmetro quando estiver viajando. Muitas pessoas cobram preços exorbitantes de turistas, e muitas vezes os pratos servidos não fazem jus.

Da mesma forma, se você procura sempre pelo mais barato, cuidado. Isso pode te fazer cair em algumas situações bastante desagradáveis – em termos de higiene, de qualidade de ingredientes e atendimento.